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quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Brasil

Senado aprova fim da escala 6×1 e jornada cai para 40 horas semanais

PEC passou nos dois turnos nesta quarta (14), com 75 votos a favor e 1 contra. Redução será gradual e sem corte de salário.

Por Conexão Política Alagoas 14/10/2026 às 22h27

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1, em que o trabalhador folga apenas um dia por semana. A PEC 221/2019 passou nos dois turnos no mesmo dia, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação, e agora está pronta para ser promulgada.

A votação em dois turnos na mesma sessão só foi possível depois que a líder do PT no Senado, Teresa Leitão, pediu a dispensa do intervalo exigido entre uma votação e outra. Por se tratar de mudança na Constituição, eram necessários pelo menos 49 dos 81 votos.

O que muda para o trabalhador

  • Dois dias de folga remunerada por semana: a escala passa de 6×1 para 5×2.
  • Jornada menor, aos poucos: o limite semanal cai de 44 para 42 horas dois meses depois da promulgação e chega a 40 horas em 14 meses.
  • Sem corte de salário: a redução vale também para contratos já em vigor e não pode diminuir a remuneração.
  • Limite diário: a jornada normal continua de até oito horas por dia.

Uma lei complementar ainda vai definir medidas de transição para proteger os empregos e reduzir o impacto sobre microempreendedores e pequenas empresas.

Caminho da proposta

A PEC foi apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e tramitou junto com proposta semelhante da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A Câmara aprovou o texto em maio deste ano, por ampla maioria nos dois turnos. No Senado, o relator na Comissão de Constituição e Justiça, Omar Aziz (PSD-AM), manteve a versão dos deputados e rejeitou as emendas apresentadas pela oposição.

Durante a sessão, o senador Randolfe Rodrigues estimou que ao menos 20 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados pela redução da jornada. Teresa Leitão atribuiu a aprovação à mobilização dos trabalhadores, e Eduardo Braga defendeu que a mudança traz ganhos para a saúde, para a convivência familiar e para a produtividade.

Disputa eleitoral

O tema ganhou peso na campanha presidencial. O presidente Lula, candidato à reeleição, tratou a PEC como prioridade. Seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), que inicialmente se opunha à proposta, passou a declarar apoio após pressão popular, enquanto aliados do PL defendem regras mais flexíveis para as escalas.

Com informações da Agência Senado e do Metrópoles.

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