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terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Confins confirma primeiro caso de Mpox; Minas Gerais já soma 33 registros em 2026

02/11/2026 às 16h39

A Prefeitura de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou o primeiro caso de mpox no município. O registro foi divulgado em 31 de outubro de 2026 e levou a administração municipal a reforçar as orientações sobre prevenção, transmissão e identificação dos sintomas da doença.

Em Minas Gerais, foram contabilizados 33 casos confirmados de mpox até o início de novembro de 2026, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Apesar dos novos registros, o número permanece abaixo dos índices observados nos últimos anos, quando o estado chegou a registrar centenas de infecções.

Em 2022, período em que a doença ganhou proporção mundial, Minas Gerais contabilizou 610 casos. Em 2023, foram 53 confirmações, enquanto 2024 terminou com 68 registros. Já em 2025, o número aumentou para 136 casos. Os dados referentes a 2026 ainda são parciais e podem sofrer alterações conforme a atualização dos sistemas de vigilância epidemiológica.

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox e pode atingir qualquer pessoa. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de indivíduos infectados. Por isso, as autoridades de saúde recomendam atenção aos sintomas e adoção de medidas preventivas.

Mpox em Minas Gerais: homens jovens concentram a maioria dos casos

Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde, a maior parte das confirmações de mpox em Minas Gerais envolve pessoas do sexo masculino, principalmente na faixa etária entre 15 e 34 anos.

A variante identificada em circulação no estado pertence ao clado II, especificamente ao subclado IIb, associado ao surto internacional iniciado em 2022. De acordo com a SES-MG, o cenário epidemiológico mineiro é caracterizado pela ocorrência de casos esporádicos, com transmissão considerada controlada.

Mesmo diante desse cenário, a Secretaria mantém o acompanhamento dos registros e orienta a população a buscar informações em canais oficiais. O reconhecimento dos sinais da doença e a procura por atendimento médico são medidas importantes para reduzir o risco de transmissão.

Quais são os principais sintomas da mpox?

Os sintomas da mpox podem variar de uma pessoa para outra, mas geralmente incluem manifestações na pele e sinais semelhantes aos de outras infecções virais. Entre os principais estão febre, dor de cabeça, dores musculares, dores no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos, conhecido popularmente como ínguas.

Um dos sinais mais característicos da doença são as lesões cutâneas, que podem surgir em forma de manchas, bolhas ou feridas. Elas podem aparecer em diferentes regiões do corpo, como rosto, mãos, pés e boca, além das áreas genital e anal.

Ao perceber sintomas suspeitos, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação médica. Durante o atendimento, é importante informar se houve contato recente com alguém que apresente suspeita ou confirmação de mpox, facilitando a investigação e as orientações necessárias.

Como acontece a transmissão da mpox?

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama, também pode representar uma forma de exposição ao vírus.

Outra possibilidade é a transmissão durante o contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada, inclusive por meio de secreções respiratórias. Por esse motivo, é importante evitar contato físico próximo com indivíduos que apresentem feridas ou lesões suspeitas.

Como se prevenir contra a doença?

A prevenção da mpox envolve cuidados simples de higiene e a redução de situações que favoreçam o contato com o vírus. Uma das principais recomendações é higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel, especialmente depois de tocar superfícies e objetos compartilhados.

Também é importante não compartilhar itens de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e outros objetos que possam ter entrado em contato com secreções ou lesões. A limpeza e a desinfecção de superfícies, assim como a lavagem adequada de roupas e roupas de cama, também fazem parte das medidas preventivas.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento durante o período de transmissibilidade, seguindo as orientações dos profissionais de saúde. Nesse intervalo, é necessário evitar o contato próximo com outras pessoas e não compartilhar objetos pessoais, incluindo roupas, toalhas, lençóis e talheres.

Existe tratamento para mpox? Como funciona a vacinação?

Atualmente, o tratamento da mpox é baseado principalmente em medidas de suporte clínico, com o objetivo de aliviar os sintomas, acompanhar a evolução da doença e prevenir possíveis complicações. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados, mas algumas pessoas podem desenvolver manifestações mais graves.

Até o momento, não há um tratamento antiviral específico amplamente estabelecido para a doença. Por isso, o acompanhamento médico é importante, especialmente para pessoas com condições que aumentam o risco de complicações.

A vacinação contra a mpox é direcionada principalmente a grupos com maior vulnerabilidade, incluindo pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.

A estratégia de imunização também contempla profissionais de laboratório que trabalham em ambientes de nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos, conforme os critérios estabelecidos pelas autoridades de saúde.

Diante da confirmação do primeiro caso em Confins e dos registros em outras cidades mineiras, a orientação é manter os cuidados preventivos, observar possíveis sintomas e procurar atendimento de saúde diante de qualquer suspeita. A informação e a identificação precoce dos casos continuam sendo fundamentais para acompanhar a circulação do vírus e evitar novas transmissões.

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