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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Hackers invadem aplicativos de guerra na Rússia e na Ucrânia e espalham alertas falsos

02/11/2026 às 09h23

Aplicativos de alerta de guerra da Rússia e da Ucrânia foram alvo de ataques cibernéticos na noite desse domingo (1º). Os invasores enviaram notificações falsas sobre ameaças de radiação nuclear, ataques químicos e combates nas ruas de Kiev, capital ucraniana, provocando preocupação entre os usuários.

As plataformas são utilizadas para informar a população sobre ataques aéreos e a aproximação de mísseis e drones, orientando os moradores a procurar abrigos. A invasão comprometeu temporariamente um dos canais usados pelas autoridades para comunicar riscos à população.

Em Kiev, as notificações suspeitas foram enviadas ao longo de aproximadamente uma hora. Uma das mensagens anunciava risco de radiação na cidade. Outra alertava para um suposto ataque nuclear em toda a Ucrânia e mencionava o míssil russo Oreshnik. Também foram divulgados avisos sobre possíveis ataques químicos e combates nas ruas, com orientações para que os moradores não saíssem de casa.

Uma das mensagens foi escrita em russo, o que reforçou as suspeitas de interferência no sistema. Pouco depois, as autoridades ucranianas informaram, por meio do Telegram, que os aplicativos provavelmente haviam sido comprometidos.

O canal de alertas aéreos comunicou que pessoas não autorizadas interferiram na plataforma, que foi retirada temporariamente do ar. Os usuários foram orientados a não clicar em links recebidos por meio de notificações suspeitas.

A Força Aérea ucraniana também negou a existência de risco de radiação e pediu que a população mantivesse a calma e acompanhasse os comunicados oficiais.

Ataque também atingiu aplicativo russo

Na Rússia, o Ministério de Situações de Emergência informou nesta segunda-feira (2) que hackers conseguiram acessar o aplicativo da pasta e enviar informações falsas. O serviço também foi temporariamente retirado do ar.

Apesar do ataque, o ministério afirmou que os demais canais de alerta continuam funcionando. Entre eles estão mensagens de texto, transmissões, sirenes instaladas nas ruas e alto-falantes.

As autoridades russas não identificaram os responsáveis pela invasão. Já veículos de comunicação ucranianos relataram que o grupo cibernético ucraniano Atesh reivindicou a autoria do envio das mensagens falsas, incluindo os avisos sobre ameaças nucleares.

Segundo o jornal britânico The Guardian, os episódios representam uma tentativa de explorar sistemas de comunicação usados para orientar civis em meio à guerra.

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