A modelo e cantora Paris Jackson, filha de Michael Jackson, ingressou com uma ação judicial para exigir a divisão imediata de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) do fundo fiduciário mantido pelo espólio do Rei do Pop. A quantia é destinada a ela e aos irmãos Prince e Bigi. Na petição encaminhada à Justiça dos Estados Unidos, Paris alega que os valores deveriam ter sido repassados aos herdeiros à medida que completavam 21 anos, o que não foi cumprido pela gestão do espólio.
No centro do litígio está o advogado John Branca, inventariante e presidente da The Michael Jackson Company, que administra o patrimônio do artista desde o seu falecimento. Paris sustenta que a herança deixada pelo pai acumulou centenas de milhões de dólares ao longo dos anos, mas acusou o gestor de descumprir as diretrizes do testamento e transferir apenas quantias parciais estabelecidas unilateralmente. Atualmente, Prince tem 29 anos, Paris tem 28 e Bigi tem 24.
O testamento original estipulava a transferência de um terço do fundo fiduciário conforme os filhos atingissem 30 anos de idade, com a entrega total do saldo ao completarem 40 anos. Segundo a ação, a recusa em repassar a cota de 21 anos e a retaliação com redução de repasses ocorrem para desestimular contestação à gestão do espólio. Além da liberação do montante, a defesa de Paris solicita o reembolso dos custos processuais e honorários advocatícios.
Em resposta às alegações, a representação legal do espólio de Michael Jackson negou qualquer irregularidade ou interrupção arbitrária nos pagamentos. Um porta-voz declarou que os repasses integrais ao fundo fiduciário encontram-se temporariamente suspensos devido a um contencioso fiscal pendente com a Receita Federal dos Estados Unidos (IRS), que cobra do espólio cerca de US$ 700 milhões em impostos e penalidades.A defesa da gestão salientou que mais de US$ 200 milhões já foram repassados diretamente aos herdeiros ou aplicados em seu benefício ao longo dos últimos anos. A administração informou que os depósitos remanescentes serão concluídos assim que as disputas judiciais fiscais forem encerradas de forma definitiva. A primeira audiência sobre o caso foi agendada para dezembro.




