Ativistas de oposição iniciaram a colagem de cartazes informais com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a palavra “procurado” em locais públicos e estações de transporte nos Estados Unidos. Ida do parlamentar ao país norte-americano no período aconteceu após o segundo turno das eleições de 2026.
Os cartazes não oficiais afixados pelos manifestantes atribuem ao parlamentar acusações como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, desvio de verbas públicas e atos contra o Estado Democrático de Direito. Apesar da sinalização impressa nos materiais espalhados pelos grupos, o senador não é considerado procurado nem foragido pelas autoridades judiciais brasileiras.
A ação em solo americano faz menção também a conjecturas de interferência política externa e questiona a permissão de permanência do parlamentar no país. O movimento ganhou repercussão em plataformas digitais após os próprios organizadores registrarem e compartilharem as imagens das colagens.
O parlamentar viajou após a Polícia Federal solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão de seu passaporte e a restrição de saída do Brasil. O congressista figura como investigado em dois procedimentos na Suprema Corte, que apuram suposta lavagem de dinheiro em apostas esportivas e o financiamento de uma cinebiografia. Em meio aos protestos, Flávio Bolsonaro participou de um culto religioso ao lado de familiares na cidade de Fort Lauderdale, na Flórida. O senador divulgou uma nota pública na qual se posiciona como liderança da oposição no Congresso Nacional, enquanto a defesa acompanha os trâmites dos inquéritos judiciais no Brasil.




