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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Caso Joba: acusado de mandar matar teria depositado dinheiro para executor três horas após crime

03/11/2026 às 22h53

O homem acusado de encomendar a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, o Joba, teria depositado dinheiro na conta do executor cerca de três horas após o assassinato. Segundo a investigação, a transação liga Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado como mandante, a Raul Silva de Melo, conhecido como “Gordinho”.

Os dados financeiros estão entre os elementos reunidos no processo em que Ruan e Symeone Batista dos Santos, acusado de intermediar o crime, foram pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão não representa condenação.

Joba, de 33 anos, coordenava as categorias de base do CRB e foi morto em 23 de janeiro, no bairro Santa Lúcia, em Maceió.

Execução teria sido negociada por R$ 10 mil

De acordo com as apurações, Ruan procurou Symeone, seu ex-colega de trabalho, para organizar o assassinato. Symeone teria recusado executar a vítima, mas indicado Raul, que conhecera durante o período em que esteve preso.

O acordo teria sido acertado em um encontro na semana do crime, pelo valor de R$ 10 mil. Desse total, R$ 4 mil teriam sido entregues ao executor antecipadamente. O restante seria pago após a morte.

A investigação reuniu dados bancários, telefônicos e telemáticos obtidos com autorização judicial, além de imagens de segurança. Os registros indicaram que Ruan foi a uma agência sacar dinheiro dias antes do homicídio. Parte dessa quantia teria sido depositada para Raul após o crime.

Passagem aérea é investigada como possível álibi

A denúncia do Ministério Público de Alagoas também aponta que Ruan comprou uma passagem aérea para viajar no dia do assassinato. Os investigadores consideram a hipótese de que o deslocamento serviria como álibi.

O destino não foi informado. Após a repercussão da morte, Ruan teria desistido da viagem e entregue um notebook e um pen drive a um amigo.

Joba estava a caminho do trabalho

O coordenador foi atingido por um tiro na cabeça enquanto seguia para um ponto de ônibus. Ele embarcaria em uma van para o Centro de Treinamento Ninho do Galo.

Symeone foi preso após aparecer, segundo a investigação, em imagens que o mostram auxiliando na fuga do atirador. Em depoimento, apontou Ruan como responsável pelo planejamento, que teria começado em dezembro de 2025.

Ruan se apresentou à polícia três dias após o homicídio. Ele e Symeone aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri.

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