A escalada de violência e ameaças de demissão – disseminadas principalmente nas redes sociais – após o resultado segundo turno das eleições presidenciais levou o governo federal a tomar medidas para tentar conter novos episódios. O Executivo anunciou uma força-tarefa composta por diversos órgãos para combater práticas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A criação da força-tarefa contra o assédio ocorreu após se espalharem nas redes sociais relatos de empresários, influenciadores e até de políticos incentivando a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O grupo é composto pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, a Advocacia-Geral da União, o Tribunal Superior do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foram registradas, também, publicações que estimulam o boicote a estabelecimentos que declaram apoio a Lula.
O MTE criou um canal de denúncias específico para receber denúncias de discriminação por conta do posicionamento político ou voto. Além disso, foi lançada uma campanha para incentivar a denúncia de situações de coação, ameaça ou discriminação no ambiente profissional. O ministério passou a orientar usuários por meio de notificações no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
Foram registradas cerca de 2,5 mil denúncias de assédio eleitoral apenas em outubro. A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp foi acionada para retirar do ar de conteúdos que estimulem a demissão de funcionários.
O deputado federal de extrema-direita reeleito Zé Trovão, do PL de Santa Catarina, é um dos políticos que compartilhou conteúdo nas redes sociais apoiando o assédio eleitoral e a demissão de trabalhadores apoiadores do PT.
“Tem que mandar embora mesmo”, afirmou o parlamentar.




