O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) instaurou procedimentos para apurar a morte de duas gatas comunitárias nas dependências do campus Maceió, no último fim de semana. Em nota divulgada nesta terça-feira (3), a direção informou que solicitou esclarecimentos à empresa de segurança patrimonial e está verificando imagens das câmeras de monitoramento.
A análise inclui as rondas realizadas no horário do ocorrido. Equipes da Diretoria de Administração, do Departamento de Infraestrutura e da Coordenação de Segurança também farão uma vistoria para identificar e fechar pontos vulneráveis no perímetro do campus.
O comunicado não esclarece como os animais morreram nem aponta responsáveis. Entre as providências anunciadas está o contato com órgãos municipais de controle de zoonoses para auxiliar no manejo de cães errantes nas proximidades da instituição.
Direção promete medidas de proteção
Na manifestação, a gestão reconheceu o afeto da comunidade acadêmica pelas gatas e afirmou que adotará medidas para evitar novos episódios.
“Reafirmamos nosso compromisso de somar esforços a essa iniciativa e adotar medidas concretas para reforçar a segurança do campus”, declarou.
A direção também reiterou o apoio ao Ifanimal, projeto de extensão dedicado ao acolhimento, à proteção e à adoção responsável de cães e gatos vulneráveis no ambiente escolar. A nota não estabelece prazo para concluir a apuração.
Caso Camila Regina teve prisão de suspeito
A morte dos animais no Ifal ocorre em meio à mobilização por justiça no caso Camila Regina, gata comunitária morta em uma academia na Ponta Verde. Moradores e protetores realizaram protestos em frente à Bluefit nos dias 26 e 29 de outubro.
No sábado (31), José Tarciso Tavares, apontado como executor das agressões, foi preso em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Na ocasião, a polícia ainda procurava a outra investigada, identificada como Patrícia.
A Justiça havia decretado a prisão dos dois ex-funcionários após denúncia do Ministério Público de Alagoas. Segundo a acusação, o homem teria executado as agressões, enquanto a mulher é apontada como responsável por ordenar o crime.
Camila Regina recebia alimentação e cuidados de frequentadores e moradores da região. As agressões ocorreram em 29 de agosto e foram registradas pelas câmeras do estabelecimento. A Bluefit afirmou que desligou os envolvidos e colaborou com a investigação.




