O vereador Leonardo Dias (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Maceió (CMM) nesta terça-feira (3) para expor a situação crítica do abrigo municipal Acolher. De acordo com o parlamentar, a unidade, que atende jovens entre 8 e 18 anos, apresenta falhas estruturais graves, como a ausência de mobiliário básico e crianças dormindo diretamente no chão.
Problemas recorrentes na estrutura
Apesar das constantes denúncias e das mudanças de endereço do abrigo — que já funcionou nos bairros Pitanguinha e Village —, o parlamentar afirma que a situação permanece inalterada. Durante seu pronunciamento, ele relatou: “Mais uma vez eu estive no Acolher, que é a nossa casa de acolhimento para meninos de 8 até 18 anos e eu já chamei aqui a atenção algumas vezes sobre a situação precária sobre este abrigo. A realidade não muda. As crianças estão sem ter onde dormir, dormindo no chão. Sem armários no abrigo e a situação está extremamente delicada, sem nenhuma condição de acolhimento”.
Embora reconheça a complexidade na gestão desses espaços, o vereador cobra uma postura mais efetiva do poder público: “A gente entende a dificuldade que é, onde muitas vezes se colocam equipamentos novos e em poucos dias são danificados, mas é preciso ter uma solução definitiva para isso”.
Riscos à segurança dos acolhidos
Outro ponto crítico levantado por Dias diz respeito à convivência entre menores de idade e adolescentes com histórico de vulnerabilidade extrema. O gabinete do parlamentar recebeu relatos sobre a presença de jovens usuários de entorpecentes e com vínculos criminosos no local, gerando um ambiente de insegurança. “Soubemos de situações muito preocupantes de alguns adolescentes que estavam ali, usuários de drogas, faccionados convivendo com crianças de menor idade”, pontuou.
Busca por soluções e separação de faixas etárias
Para tentar amenizar o problema, o vereador buscou apoio junto ao Judiciário, mantendo diálogos com o juiz de Direito da Vara Criminal, Sóstenes Andrade, e com a juíza da infância e juventude, Fátima Pirauá. As tratativas resultaram na saída de alguns adolescentes da unidade, mas não resolveram os problemas estruturais de longo prazo.
Em conversas com Edmundo Catunda, superintendente da Secretaria de Assistência Social, o vereador sugeriu uma reestruturação no atendimento: “Eu conversei com o Edmundo Catunda, que é superintendente da Secretaria de Assistência Social, falando sobre a necessidade da gente dividir esses jovens. Ou seja, que a gente tenha um abrigo para acolher esses que têm idades mais avançadas e que eventualmente são faccionados”. A proposta é criar unidades distintas para crianças de 8 a 12 anos e adolescentes de 12 a 18 anos.
O vereador encerrou sua fala cobrando agilidade do Executivo municipal: “Eu faço um apelo para a Prefeitura Municipal de Maceió que as mudanças que conversamos possam ser implementadas e possamos ter esses abrigos melhorados”.




