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terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Feminicídio em Penedo choca mesmo com forte rede de proteção

Moradora de 39 anos foi morta a facadas em sua residência na noite de segunda-feira durante feriado prolongado

03/11/2026 às 18h51

Uma mulher de 39 anos, identificada como Edneide, foi assassinada com um golpe de arma branca na região do pescoço dentro de sua própria casa, situada na Rua Alto da Pólvora, no bairro Santo Antônio, em Penedo. O crime violento ocorreu na noite de última segunda-feira, 02 de novembro, e foi registrado pelo 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM) entre as ocorrências do feriado prolongado e o início da terça-feira, 03.

Detalhes da ocorrência policial De acordo com o relatório da polícia, a vítima foi atingida logo após atender um chamado na porta de sua residência. Vizinhos relataram às autoridades a suspeita de que o autor do crime seja um homem identificado pelas iniciais D.A.N.

Buscas e atendimento de emergência O 11º BPM informou que uma guarnição foi enviada para prestar apoio ao Corpo de Bombeiros, porém a vítima já foi encontrada sem sinais vitais. Os policiais realizaram diligências e buscas em uma área de vegetação próxima ao local do homicídio, mas o suspeito conseguiu fugir e não foi localizado até o momento.

Infraestrutura de proteção em Alagoas O caso aconteceu no município alagoano que se destaca por possuir políticas públicas consolidadas no combate à violência de gênero. A cidade conta com a Secretaria da Mulher na prefeitura, atuação da Patrulha Maria da Penha, três Salas Lilás em pontos estratégicos e um Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher em funcionamento no CISP.

Posicionamento oficial da gestão municipal A Prefeitura de Penedo emitiu um comunicado oficial para manifestar indignação com o crime e prestar solidariedade aos entes queridos da vítima. A administração municipal declarou: “A Prefeitura de Penedo presta sua solidariedade aos familiares e amigos de Edneide, desejando que todos encontrem acolhimento e força neste momento tão difícil.”

O poder público também ressaltou que, “mesmo diante dos avanços nas políticas públicas e nos mecanismos de proteção às mulheres, casos como este nos lembram que ainda há muito a ser feito”. A nota enfatiza ainda que “a violência contra a mulher não pode ser naturalizada, silenciada ou tratada como um problema individual. É uma responsabilidade de toda a sociedade.”

Canais de denúncia e apoio Especialistas e autoridades reforçam a importância da participação popular no enfrentamento à violência de gênero. Para quem presenciar qualquer situação de ameaça ou agressão, o canal indicado é o Disque 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia de forma gratuita.

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