Uma mensagem que alerta para a atuação de um suposto motorista de aplicativo que estaria assaltando passageiros voltou a circular nas redes sociais e em grupos de WhatsApp em Maceió, especialmente nesta quarta-feira (4). Apesar de ser compartilhada como um alerta recente, a informação é falsa e utiliza dados de um caso ocorrido há quase nove anos no Rio de Janeiro.
O conteúdo menciona um motorista cadastrado na Uber, que utilizaria um Fiat Idea branco, com placa de final 3180, para cometer assaltos contra passageiros. A mensagem, que costuma ser acompanhada de recomendações para que usuários evitem corridas com o veículo, não corresponde a uma ocorrência recente registrada em Maceió.
Na realidade, a história tem origem em novembro de 2017, quando um motorista identificado como Adilson O.C. foi acusado de assaltar passageiros da Uber na cidade do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pela imprensa na época, ele utilizava uma réplica de arma de fogo durante os crimes.
O caso foi alvo de apuração policial e, em 2 de dezembro de 2017, o motorista foi preso pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. O veículo foi apreendido e o profissional foi descadastrado da plataforma, conforme informações fornecidas pela própria Uber ao Estadão Verifica.
A mensagem já havia sido desmentida em outras ocasiões. Em fevereiro de 2018, o site Boatos.org publicou uma checagem sobre o conteúdo. Um ano depois, em fevereiro de 2019, a Agência Lupa também verificou a informação, apontando que se tratava de um episódio antigo apresentado como se estivesse acontecendo novamente.
Em novembro de 2019, o Estadão Verifica voltou a desmentir a publicação, após identificar uma nova onda de compartilhamentos no Facebook. Na ocasião, a Uber confirmou que o episódio havia ocorrido em 2017 e que o motorista havia sido retirado da plataforma após as denúncias.
Portanto, o alerta que circula atualmente em Maceió não comprova a existência de um motorista praticando assaltos na capital alagoana. A mensagem reaproveita informações de um crime antigo, ocorrido em outro estado, e as apresenta fora de contexto, provocando preocupação entre usuários do transporte por aplicativo.
A orientação é verificar a procedência de mensagens alarmistas antes de compartilhá-las. Em caso de suspeita ou situação de risco durante uma corrida, o passageiro deve acionar os canais de segurança da plataforma e as autoridades policiais.




