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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Ministro da Fazenda critica Selic em 13,75% e fala sobre medidas para reduzir juros

05/11/2026 às 14h08

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano prejudica a economia brasileira e os diferentes setores, incluindo o financeiro. A declaração ocorreu um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidir manter os juros nesse patamar e interromper a sequência de cinco cortes.

Questionado sobre a decisão do Banco Central, Durigan evitou comentar os votos dos integrantes do Copom e afirmou que cabe ao governo federal criar condições para que os juros possam cair de forma duradoura. A manutenção da Selic foi aprovada por unanimidade pelos sete membros do comitê, entre eles o presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Ao falar sobre as medidas econômicas que pretende apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro mencionou a revisão de benefícios e despesas públicas. Segundo ele, o objetivo é criar condições para que o governo volte a registrar superávit fiscal a partir de 2027.

“A taxa de juros no Brasil é muito alta, o esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros”, afirmou Durigan ao chegar ao Ministério da Fazenda, em Brasília.

O ministro também foi questionado sobre a possibilidade de o governo anunciar medidas de ajuste fiscal ainda em 2026. Durigan não descartou a divulgação de ações neste ano, mas indicou que dificilmente haverá novidades nos próximos dias. O presidente Lula se prepara para uma viagem à Ásia.

Por que o Banco Central manteve a Selic em 13,75%?

O ciclo de redução da Selic começou em março, quando a taxa estava em 15% ao ano. Nas reuniões seguintes, o Copom realizou cortes de 0,25 ponto percentual até chegar aos atuais 13,75%.

No comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central apontou a alta das expectativas de inflação, os efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e as incertezas relacionadas à economia brasileira e internacional como fatores para manter os juros.

Segundo o comitê, o cenário exige “serenidade e cautela” na condução da política monetária. A instituição não informou quando pretende retomar os cortes da taxa básica.

A ata da reunião será divulgada na manhã da próxima terça-feira (10). O Copom voltará a se reunir nos dias 8 e 9 de dezembro, quando realizará o último encontro de 2026 para decidir os rumos da Selic.

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