A cidade de Arapiraca será o palco do encerramento do projeto “Cultura Viva Alagoas, tecendo redes e fortalecendo identidades”. Organizada pela Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL), a iniciativa promove um festival com mais de 20 apresentações de mestres da cultura popular entre os dias 12 e 14 de novembro, com acesso totalmente gratuito para o público.
Programação diversificada e foco educacional
O cronograma do festival busca integrar a arte local ao cotidiano da população. Nos dias 12 e 13 de novembro, mestres e mestras levarão manifestações como o coco de roda, o maculelê e as destaladeiras de fumo para dentro das escolas municipais. Além disso, a Praça Luis Pereira Lima, no centro, abrigará a Tenda Cultural, que contará com mais de 15 apresentações nos dois primeiros dias, incluindo nomes como Mestre Negueba do Maculelê e Zeza do Coco.
O apoio da Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude, foi fundamental para viabilizar a estrutura. Sobre a importância do evento, o secretário Valsandy Veras pontuou: “É uma satisfação para Arapiraca receber o Festival Cultura Viva Alagoas. Essa parceria com a Asfopal fortalece a cultura popular, valoriza nossos fazedores de cultura e contribui para preservar as tradições que fazem parte da nossa identidade. A Secretaria de Cultura tem o compromisso de apoiar iniciativas como essa, que mantêm viva a nossa história e aproximam a cultura da comunidade e das novas gerações.”
Expansão para os bairros e valorização histórica
As atividades não se restringem apenas ao centro. O bairro Canafístula será palco de uma programação especial nos dias 13 e 14 de novembro, a partir das 21h30. A praça central do bairro receberá artistas como Mestra Traíra do Mané do Rosário, Mestre Zé Maria e a Banda de Pífano de Arapiraca.
Josefina Novaes, historiadora e membro da ASFOPAL há 39 anos, reforça o significado dessa celebração: “o festival é a coroação de um trabalho de dedicação e respeito, é a garantia de pertencimento de nossa rica e diversificada identidade cultural, para que não fique no passado, mas continue sempre viva e efervescente no presente e no futuro”.
Sobre o projeto Cultura Viva Alagoas
O projeto foi estruturado para fortalecer redes culturais em todo o estado, com foco em comunidades quilombolas, indígenas e zonas rurais. O presidente da ASFOPAL, Ivan Barssand, ressalta a relevância da iniciativa para a preservação das raízes alagoanas, como o Guerreiro, o Reisado e o Pastoril.
Segundo Barssand: “A realização desse projeto se impõe pela necessidade de manter viva as raízes culturais de Alagoas, nossos folguedos como o Guerreiro, o Coco de Roda, o Reisado, o Pastoril, as Bandas de Pífanos e outras expressões que formam a nossa verdadeira identidade. Atualmente, muitas dessas manifestações enfrentam desafios como a falta de visibilidade, o desinteresse das novas gerações e a ausência de políticas públicas que garantam os recursos financeiros e estruturais necessários à sustentabilidade e à manutenção das atividades dos grupos”.
O projeto ainda contempla eixos de formação cultural, articulação de Pontos de Cultura e o registro audiovisual de todo o acervo das manifestações, garantindo que a memória dessas tradições seja preservada para as próximas gerações.




