O democrata Chris Pappas venceu as eleições de meio de mandato (midterms) e vai ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos por New Hampshire, assim, entrando para a história como o primeiro homem abertamente gay a ocupar o cargo.
O contexto das midterms norte-americanas As eleições desta terça (3) são as chamadas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Elas acontecem na metade do período presidencial e não incluem uma disputa pela Presidência.
Neste ano, os americanos votam para renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Também há eleições para governador em 36 estados, além de consultas sobre temas locais.
O resultado pode alterar a composição do Congresso e, consequentemente, a relação de forças entre o governo Trump e a oposição democrata.
Como o presidente pertence ao Partido Republicano, o desempenho da legenda nas urnas também é acompanhado como um indicador do apoio político ao governo durante seu segundo mandato.
Confirmação da vitória e trajetória política O resultado foi confirmado na noite desta terça-feira (3), quando o republicano John Sununu reconheceu a derrota. Segundo Sununu, ele telefonou para Pappas para admitir o resultado da eleição.
Aos 46 anos, Pappas construiu sua carreira política em New Hampshire, estado do nordeste dos Estados Unidos. Antes de conquistar uma vaga no Congresso, ocupou cargos na política estadual. Atualmente, ele representa o 1º distrito congressional de New Hampshire na Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil.
Durante a campanha para o Senado, o democrata concentrou seu discurso em temas como o combate à corrupção em Washington, o acesso à saúde e o custo de vida. Embora sua eleição represente um marco para a comunidade LGBTQIA+, ele evitou transformar sua orientação sexual no principal assunto da candidatura.
Precedentes históricos no Congresso Antes de Pappas, outros políticos abertamente LGBTQIA+ já haviam ocupado cadeiras no Senado americano. Todas, porém, eram mulheres: Tammy Baldwin, de Wisconsin; Laphonza Butler, da Califórnia; e Kyrsten Sinema, do Arizona. Butler e Sinema já deixaram o cargo.
Outro caso é o do ex-senador Harris Wofford, da Pensilvânia, que exerceu o mandato entre 1991 e 1995. Durante o período em que esteve no Senado, ele era casado com uma mulher. Em 2016, anos depois de deixar o cargo, casou-se com um homem.
A vitória do político democrata consolida um momento inédito de representatividade no Legislativo federal norte-americano.




